-Bia vc tem vontade de ir para Paris? -meu pai me perguntou com um olhar de dúvida
-Ah sei lá, um pouco –eu disse meio constrangida.
-Justin vc jah deve ter ido muitas vezes pra lá né? –meu pai disse com um o whisky na mão
-Algumas vezes –ele disse se virando para mim- láh é uma cidade maravilhosa, como minha própria mãe fala, a cidade da luz e do amor.
-Eh verdade!Que tal vcs irem esse final de semana pra lah? –ele disse olhando para minha mãe
-Eu não posso, tenho que trabalhar –minha mãe disse dando um meio sorriso
-Mas nós podemos –Justin disse com um sorriso malicioso no rosto, acho que só eu percebi isso- vamos meu amor, vai ser legal.
-Ah, então vamos néh –olhei com uma cara de tédio para minha mãe, essa hora deu vontade de esganar o Justin, td bem que ele eh o meu namorado e eu o amo muito, mas ir para Paris, eu mal conheço meu pai, meu Deus acho que isso não vai dar muito certo.
-Que dias vcs vão? –o Justin perguntou para o meu pai todo entusiasmado.
-Amanhã –meu pai olhou para a mulher dele que fez sinal de positivo com a cabeça.
-Bia, pode ir arrumando as suas malas, Paris nos espera –credo me diz pra que esse entusiasmo todo, ele me olhou com um sorriso de orelha a orelha.
-Claro Justin –dei um meio sorriso
-Então vamos néh, jah está tarde –a mulher do meu pai, ou melhor a Brenda disse se levantando.
-Vamos então querida, tchau Bia, tchau Justin, tchau Kaitlin –ele falou acenando.
-Tchau –minha mãe e o Justin falaram em coro
-Tchau Jack –dei um abraço nele.
-Pode me chamar de pai –ele disse um pouco constrangido
-Não, precisa minha querida!Jack vai com calma néh, ela te conheceu hoje, jah quer que ela te chame de pai, me poupe –minha mãe tava com um tom de voz alterado e me segurando o meu pulso para o lado dela.
-Calma mãe, não precisa falar assim não, tah machucando o meu pulso –ai fala serio, tava machucando mesmo o meu pulso, ainda mais agora que tah bem melhor a cicatriz do meu cortado- e me desculpe por não te chamar de pai, eh que nunca chamei ninguém de pai então não tô acostumada.
-Não, tudo bem –me disse se dirigindo a porta.
-Tchau Bia – a pequena menininha que parecia inocente mas na verdade não era me disse me dando um abraço.
-Tchau Babi –retribui o abraço dela, o outro garoto foi embora e nem falou nada, ele eh tão esquisito, credo.
Enfim todos foram embora, minha mãe subiu para o quarto dela e foi descansar , ficamos e Justin na sala conversando.
-Nossa vc tah tão linda hoje –ele me falou com um sorriso malicioso e pegando na minha mão, depois ele olhou para os meus pulsos e ficou surpreso- oq são essas cicatrizes Bia?
-Nada Justin –virei o rosto, ele me olhou e voltou a perguntar.
-Bia me fala, eu sei que eh alguma coisa –ele estava um pouco nervoso.
-São apenas cicratizes –tentei mentir, mas pelo jeito não adiantou muito.
-Eu sei que vc tah mentindo pra mim Bia, eu sou seu namorado, me conta –eh ele tava verdadeiramente bravo por estar escondendo o meu maior segredo dele.
-Ai tah bom, vc venceu, mas me promete que não vai contar pra ninguém, nem pra sua mãe –falei segurando firmemente a mão dele e olhando em seus olhos.
-Claro, eu prometo, não vou contar pra ninguém –parecia que ele estava falando a verdade.
-Bem, desde de pequena eu sempre fui muito solitária, não tinha amigos nem nada dessas coisas, eles me consideravam estranha, chata, feia entre outras coisas horríveis, minhas únicas amigas eram a Alice e a Sophia, mas elas moravam no Brasil, ou seja eu quase nunca as via, me sentia muito mal por todo mundo me zuar na escola, mas não tinha com quem falar isso, com me desabafar, um dia eu tava no banheiro da minha mãe e vi uma lâmina, não sei oq deu em mim, mas eu peguei e simplesmente cortei o meu pulso, senti um alivio tão grande, foi como se todo aquele sentimento ruim que estava guardado em mim fosse embora juntamente com o sangue, e depois desse dia nunca mais parei de me cortar –depois de contar para ele, dei um suspiro e me afastei um pouco dele, Justin olhou em meus olhos e ficou um pouco assustado.
-UAU, eu nunca imaginei, sei lá, vc... –ele complicou um pouco as palavras, sim ele estava surpreso.
-Eh eu sei, aposto que vc me imaginou uma garota fofinha e com vários amigos, nunca foi assim.Quando fiz 13 anos comecei a sair com uma galera da pesada, na época me sentia foda, pois todo mundo tinha medo de mim, isso fazia me sentir mais superior aos outros, tinha dias que eu me cortava na frente deles, eh eu achava isso legal, me cortava várias vezes aos dias, eles me apoiavam e quando fiz 14 anos eles me apresentaram uma droga láh, só experimenteiJustin me abraçou fortemente e eu pude sentir que ele sempre estaria ali comigo.
-Me desculpe meu amor, por fazer vc se lembrar disso –ele falou me consolando.
-Uma hora eu teria que te contar –me afastei.
-Mas Bia, vc ainda se corta? –ele me olhou serio.Fiquei um silêncio e dei um suspiro- Bia vc não respondeu a minha pergunta!
-Não, quer dizer +/-! –Falei fitando o chão.
Nossa que história eiim
ResponderExcluircontinuaaa